A medicina personalizada está sendo cada vez mais utilizada como ferramenta para melhor tratar pacientes de uma série de doenças e condições patológicas, fazendo com que haja a diminuição de efeitos colaterais e melhor eficácia do tratamento. Assim, um grupo de pessoas diagnosticadas com uma mesma condição/doença, até pouco tempo atrás, seriam tratadas com o mesmo medicamento e tratamento. Porém, cada pessoa é única, e apresenta características físicas, fisiológicas, bioquímicas e genéticas completamente diferentes. Estas características fazem com que haja diferença na resposta a um determinado tratamento. Embora, um grupo de pacientes possa apresentar os mesmos sintomas e a mesma doença, estes podem apresentar respostas diferentes a um mesmo tratamento ou medicamento.
Assim, como na figura acima, um grupo de pacientes com uma mesma condição é heterogêneo, embora tenham a mesma doença. Dentro deste grupo heterogêneo de pacientes, há certos pacientes em que o tratamento utilizado para esta condição patológica, é tóxico mas benéfico, enquanto em outro subgrupo de pacientes este mesmo tratamento é tóxico, porém não apresenta nenhum benefício. Ainda em outro subgrupo o tratamento pode não ser tóxico e não benéfico e outro em que o tratamento não é tóxico e é benéfico. Assim, de acordo com determinadas características destes pacientes, estes respondem diferentemente a um mesmo tratamento.
Além disso, uma mesma doença ou condição patológica pode aprensentar diferenças genéticas próprias da doença e que podem dividir estes mesmos pacientes em diferentes grupos de tratamento. Um exemplo, é o câncer de mama positivo para HER-2. Este tipo de câncer mamário não responde bem a outros tipos de tratamento e é geralmente tratado com uma droga denominada de Herceptin. Este medicamento é administrada como tratamento para pacientes de câncer de mama que apresentam a hiperexpressão da proteína HER-2 (um receptor), envolvida em vias de transdução de sinalização celular que atuam no crescimento e diferenciação celular. A droga Herceptin liga aos receptores HER-2 e assim inibe o crescimento e diferenciação celular e consequentemente a progressão tumoral.
Os links abaixo são interessantes para explorar mais o assunto:
http://www.ageofpersonalizedmedicine.org/
http://www.ft.com/cms/s/2/e058c7f0-c7f0-11e0-9501-00144feabdc0.html#axzz1VmW4VRG8
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.